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quinta-feira, janeiro 22, 2004

sem comentários só com vergonha da nacionalidade desta gentinha ser cumá minha....

"O folhetim, que agora começa a vir à superfície, dos milhões de euros aplicados na remodelação do estádio de Guimarães é o exemplo acabado das perniciosas promiscuidades e cumplicidades entre os mundos da política e do futebol, da «chico-espertice» à portuguesa para receber indevidamente fundos europeus, dos casos em que não há inocentes pois todos são culpados.

O presidente da Câmara de Guimarães, António Magalhães, há longos anos à frente da autarquia, enterrou cerca de 20 milhões de euros dos contribuintes na reconstrução de um estádio que não pertencia ao município mas ao clube Vitória de Guimarães (ele próprio, António Magalhães, celebrara, em 1990, um contrato notarial de venda do estádio ao clube pelo preço simbólico de mil contos). E se outros clubes, o Boavista por exemplo, se viram obrigados a custear a maior parte do enorme encargo de construir ou reconstruir os seus novos estádios, e a endividarem-se por largos anos, o que terá levado o Guimarães a beneficiar deste estatuto de excepção?

Como se não bastasse, o presidente da Câmara de Guimarães ocultou deliberadamente o facto de o estádio não pertencer à autarquia para se candidatar ilegalmente a fundos europeus, recebendo de Bruxelas mais de 3,3 milhões de euros para as obras do estádio. Essa verba terá agora que ser devolvida à União Europeia ou retirada de outros investimentos e obras subsidiadas pelo Quadro Comunitário de Apoio.

Se a moscambilha engendrada entre o poder político local e o clube da cidade já ultrapassava os limites da legalidade e da boa gestão dos dinheiros públicos, o poder central prestou-se a ser cúmplice desta embrulhada. O financiamento e o negócio foram aprovados pelo Governo PS, pela mão de José Lello, e homologados pelo Governo PSD/CDS, pela mão do secretário de Estado Hermínio Loureiro e do ministro José Luís Arnaut. Os governantes em causa não só tinham a obrigação de saber que a Câmara não era proprietária do estádio de Guimarães, como se utilizaram desse expediente para evitar a comparticipação pelo Estado dos tais 3,3 milhões de euros recebidos de Bruxelas. Dos dez estádios do Euro-2004, o de Guimarães é o único que o Estado não subsidiou em 25% dos custos… assobiando para o ar e esperando que Bruxelas não desse pela marosca.

O presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, a contas com a Justiça por outros processos, desempenha nesta novela o papel que se esperaria. Não só não gastou um tostão num estádio novo em folha que lhe foi oferecido, como já se apressou a receber da UEFA meio milhão de euros pelo aluguer do recinto para dois jogos do Euro-2004. E ainda exige que os seus amigos da câmara ou o Estado) lhe paguem mais uns milhões para instalar os «placards» electrónicos obrigatórios no estádio e ainda em falta…

Face a esta moscambilha, a Procuradoria-Geral da República, que confirmou num parecer este ror de ilegalidades, já abriu um processo-crime aos autarcas envolvidos? Os governantes envolvidos do PS e do PSD, já esclareceram o que levou a avalizar esta negociata? A CCR do Norte, que parece ser o organismo que irá ter que desembolsar os 3,3 milhões vindos de Bruxelas, já accionou aqueles que a lesaram? À portuguesa, as respostas parecem ser todas negativas. Ou, no mínimo, evasivas.

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